04 dezembro 2017

Resenha: Precisamos Falar Sobre o Kevin

Sinopse: "Lionel Shriver realiza uma espécie de genealogia do assassínio ao criar na ficção uma chacina similar a tantas provocadas por jovens em escolas americanas. Aos 15 anos, o personagem Kevin mata 11 pessoas, entre colegas no colégio e familiares. Enquanto ele cumpre pena, a mãe Eva amarga a monstruosidade do filho. Entre culpa e solidão, ela apenas sobrevive. A vida normal se esvai no escândalo, no pagamento dos advogados, nos olhares sociais tortos.
Transposto o primeiro estágio da perplexidade, um ano e oito meses depois, ela dá início a uma correspondência com o marido, único interlocutor capaz de entender a tragédia, apesar de ausente. Cada carta é uma ode e uma desconstrução do amor. Não sobra uma só emoção inaudita no relato da mulher de ascendência armênia, até então uma bem-sucedida autora de guias de viagem.

Desde que assisti ao filme "Precisamos Falar Sobre o Kevin" tive muita vontade de ler o livro de mesmo nome, uma vez que a psicopatia sempre me interessou. Já li anteriormente dois livros em que temos crianças psicopatas sendo retratadas, "Menina Má" e "Fábrica de Vespas", mesmo esses dois tendo basicamente o mesmo plot do livro de Lionel Shriver, a história do Kevin é bem diferente e me pegou desde o primeiro contato.

O livro é narrado pela mãe do Kevin, Eva, através de cartas que ela envia ao marido que se separou dela após o filho do casal cometer um massacre na escola. Ela conta desde os primeiros momentos em que eles decidiram ter um filho até o fatídico dia. 

Eva não queria ser mãe, logo, não tinha nenhum extinto maternal com o bebê Kevin, que era rejeitado desde o ventre, mas o garoto também não era muito fácil de se conviver desde que nasce. A relação de Eva com o marido se deteriora, uma vez que para ele o filho foi a melhor coisa que aconteceu na vida deles. Então ao longo do livro eu fui percebendo que o motivos que levaram Kevin a cometer este ato é culpa de todos os envolvidos, da mãe relapsa, do pai super protetor e do próprio jovem dissimulado e cruel.

O que achei interessante na história é que nem todo momento o relacionamento de mãe e filho é tão tenebroso, há pequenos episódios em que os dois tem uma boa interação e você consegue ver que o garoto tem uma certa obsessão em chamar a atenção da mãe.

Kevin é um personagem muito interessante, ele é cheio de camadas e nuances e mesmo sendo muito assustador, ele me atraía, para querer saber o por quê dele ser daquela maneira, coisa que a própria Eva se questiona durante seu relato.

A escrita da Lionel Shriver neste livro é muito dura, ela não poupa palavras, então isso faz com que a leitura seja densa e pesada. Durante todo livro eu me sentia incomodada com tudo que acontecia e não conseguia vê nada de bom naquelas personagens, mas ao mesmo tempo conseguia entender o porque deles se comportarem assim.

Um livro espetacular, mas não é uma leitura que você termina bem, ela te faz refletir sobre vários assuntos e não vou negar que pode assustar aqueles que querem ter filhos algum dia. Uma das melhores leituras que fiz nos últimos tempos, com toda certeza. 

Até o próximo post!

30 novembro 2017

Playlist Novembro


Quanto tempo eu não posto a playlist do mês aqui, mas novembro não vou falhar, então vamos falar sobre a trilha sonora do penúltimo mês do ano. Começamos com a maravilhosa e espetacular "Mais Bonito Não Há", parceria entre Tiago Iorc e Milton Nascimento. Fiquei extasiada com essa música e é impossível não querer escutar ela o tempo todo.

Depois dessa preciosidade nacional, eu dei uma volta no tempo e voltei a escutar Silverchair, especificamente o CD Diorama, que é um dos meus preferidos. A minha descoberta recente foi "My Favorite Thing" e "After All These Years". Duas músicas muito lindas na voz perfeita do Daniel Johns, que deveria voltar a cantar esse estilo, que faz muito mais sentido.

Como sempre a pessoa aqui tem um lance muito forte com trilhas sonoras e como recentemente estava assistindo "The Handmaid's Tale", que é uma excelente série em todos os aspectos, me apeguei a sua trilha, mas a melhor música foi "Heart of Glass", um remix da música do Blodie. Que espetáculo de música.

Por fim fechei o mês com a rainha da porra toda, Anitta (que eu tenho muito orgulho de ser brasileira) que está arrasando na sua carreira internacional. Duas músicas dessa nova fase não consigo parar de escutar, "Is That for Me" e "Dontown". 

O mês foi mais paradinho, mas as músicas são incríveis, então pode se jogar na playlist lá no Spotify, que é liberada.

Até o próximo post!

28 novembro 2017

Dorama: Good Morning Call

Sinopse: "Ela conseguiu seu próprio apartamento, mas terá que dividi-lo com o garoto mais popular da escola e ninguém pode saber que eles moram juntos."

Good Morning Call é um dorama disponível na Netflix, que vai contar a história da Nao Yoshikawa que consegue alugar um ótimo apartamento para conseguir morar na cidade e estudar, uma vez que seus pais moram no interior, mas ela acaba sendo vítima de um golpe e tem que dividir o apartamento com Hisashi Uehara, o cara mais popular do colégio. De primeira os dois não se dão bem por serem totalmente diferente um do outro, mas com o tempo eles vão se aproximando.


A Nao é uma garota sonhadora, meio sem noção, mas cheia de amigos e muito fofinha (como quase 90% da população feminina dos doramas). E Uehara é trabalhador e inteligente, mas muito frio. O romance demora acontecer, exatamente por causa da personalidade deles e pelos vários pretendentes da Nao (que na minha opinião dão de mil no Uehara tanto em aspectos físicos quanto emocionais). 

O drama foca principalmente no relacionamento de Nao e Uehara, mas os outros personagens também tem histórias paralelas, que em alguns momentos esbarram na história principal. Como Uehara era um poço de grosseria era impossível não se encantar pelos demais personagens e ter vontade de socar a mocinha, pra vê se ela acordava. 
 
A história é cheia de reviravoltas e sempre que a gente acha que as coisas vai melhorar acontece alguma coisa pra ferrar, geralmente com a pobre da Nao. Mas claro, que como todo bom dorama Good Morning Call é bem engraçado e me arrancou várias gargalhadas (principalmente quando a cunhada do Uehara ficava bêbada). 


Good Morning Call é uma ótima opção para quem quer começar com os doramas, por ter uma história bem clássica, garota bobinha que derrete o coração de gelo do galãzinho. Com romance, humor e drama na medida certa (ou na medida oriental). E amanhã saí na Netflix a segunda temporadas, que vai acompanhar Nao e Uehara na faculdade. Então você pode pegar essas duas maratonar. 
 
Até o próximo post!

23 novembro 2017

Resenha: Mundo de Dragões

Sinopse: "Liderados por um ranger americano e protegidos pela tecnologia criada por anões-alquimistas, um grupo de cinco pessoas sobrevive ao Cemitério, uma terra devastada por reptilianos, demônios e escravidão, e retorna para casa apenas para descobrir que eles levaram todo esse horror para a própria dimensão. Assim os dragões chegaram à Terra. Cidades foram queimadas, o pânico foi instaurado e líderes governamentais ficaram em choque diante de justiceiros que não respeitavam bandeiras nem fronteiras. Agora, um portal se abriu e a conexão entre as dimensões se fez. Em florestas de metal ou em bairros de concreto, gigantes de pedra e exércitos de monstruosidades espalham a devastação. Sem uma liderança clara, os cinco sobreviventes enfim se preparam para uma última batalha no coração do Japão. De um lado haverá um demônio-bruxa, crias infernais e Colossus de pedra. Do outro, armaduras de metal-vivo, sangue de dragão e robôs gigantes. Batalhas épicas e dramas intensos compõem Mundos de Dragões, terceiro e último livro da série Legado Ranger, um universo inspirado em uma versão adulta, violenta e politizada das antigas séries japonesas Tokusatsus, que marcaram a infância de toda uma geração."

Chegamos ao último livro da trilogia Ranger, que é uma história cheia de referências a outras história fantásticas. Na verdade, gosto de descrever da seguinte maneira, uma junção de Caverna do Dragão e Power Rangers, que com certeza vai agradar aos fãs desses dois universos.

Em "Mundo de Dragões" vamos entender o que aconteceu no cemitério antes da fatídica cena final do livro anterior e ao mesmo tempo os efeito de Ravenna na terra. Não tem preparação nem nada, já começamos cheio de revelações, reviravoltas e ação. O livro tem um ritmo bem acelerado, principalmente, por sua gama de batalhas. E por falar em batalhas, Raphael Draccon faz isso com maestria, parecia que eu estava assistindo um filme, não é atoa que ele está em Los Angeles trabalhando como autor.

Gostei muito desse terceiro livro, que apesar de ser mais cheio de ação não deixou que mostrasse as questões internas de cada personagem, que vieram desde "Cemitério de Dragões" com problemas e aos poucos forma enfrentando isso e assumindo seu verdadeiro papel naquele esquadrão. E como um todo o Raphael focou muito em união e a importância de se trabalhar em grupo.

E a história dos rangers que ressurgiram do Cemitério chegou ao fim de uma maneira muito bom, fechando muito bem a trilogia, sem deixar pontas soltas, mas plantando no final uma pequena semente, que você precisa ler pra saber. Gostei muito do que aconteceu com cada um, depois de tudo que eles viveram e cresceram nos outros dois livros. Legado Ranger é um daqueles livros para os fãs de aventura com muita referência do mundo nerd, que vai te fazer surtar, sorrir e torcer pelos personagens principais.

Até o próximo post!


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