Resenha: Fraude Legítima

23.4.18
Sinopse: "Jule West Williams é uma garota capaz de se adaptar a qualquer lugar ou situação. Imogen Sokoloff é uma herdeira milionária fugindo de suas responsabilidades. Além do fato de serem órfãs, as duas garotas têm pouco em comum, mas isso não as impede de desenvolver uma amizade intensa quando se reencontram anos depois de terem se conhecido no colégio. Elas passam os dias em meio a luxo e privilégios, até que uma série de eventos estranhos começa a tomar curso, culminando no trágico suicídio de Imogen e forçando Jule a descobrir como viver sem sua melhor amiga. Mas, talvez, as histórias das duas garotas tenham se unido de maneira inexorável — e seja tarde demais para voltar atrás."

"Fraude Legítima" é o terceiro livro da E. Lockhart publicado no Brasil e o mais interessante é que os três tem muito pouco em comum, ao não ser o fato de terem personagens femininas como protagonistas da história. Mas não são qualquer personagem feminina, a autora gosta de garotas fortes e com personalidade. Porém nem sempre essas garotas são agradáveis e esse é o caso das personagens de "Fraude Legítima".

O livro vai contar a história da Jule West Williams, mas de uma maneira bem diferente, porque a história vai ser contada de trás para frente com alguns lances do presente. A vida de Jule é um mistério, ela é uma incógnita e você só vai entender como ela foi parar em Londres com  amiga Imogen Sokoloff lendo a história, porque se eu te der mais detalhes vou estragar todo o encanto desse livro.

A história de Jule é muito interessante e você se vê envolvido naquelas reviravoltas, querendo descobrir como aquela garota foi se tornar o que é. Mas não é apenas sua jornada que é interessante, a própria Jule é muito cativante, com todos os seus disfarces, seu desejo de ser a grande heroína de sua história. A escrita da E. Lockhart é muito diferente neste livro do que em "Mentirosos" , mas continua primorosa tanto quanto.

"Fraude Legítima" talvez não seja um livro que agrade a todo, principalmente por conta de seus personagens que vão te incomodar com seus comportamentos. Mas se você gosta de histórias cheias de reviravoltas e com personagens que amamos odiar, esse é o seu livro.

Até o próximo post!


Resenha: Deuses do Egito - A Coroa da Vingança

16.4.18
Sinopse: "Em A Coroa da Vingança, terceira e última aventura da série Deuses do Egito, Colleen Houck nos presenteia com um desfecho tão surpreendente e inspirador quanto o elaborado universo mitológico que criou.
Meses após sua pacata vida como herdeira milionária sofrer uma reviravolta e ela embarcar numa vertiginosa jornada pelo Egito, Liliana Young está praticamente de volta à estaca zero.
Suas lembranças das aventuras egípcias e, especialmente, de Amon, o príncipe do sol, foram apagadas, e só resta a Lily atribuir os vestígios de estranhos acontecimentos a um sonho exótico. A não ser por um detalhe: duas estranhas vozes em sua mente, que pertencem a uma leoa e uma fada, a convencem de que ela não é mais a mesma e que seu corpo está se preparando para se transformar em outro ser.
Enquanto tenta dar sentido a tudo isso, Lily descobre que as forças do mal almejam destruir muito mais que sua sanidade mental – o que está em jogo é o futuro da humanidade.
Seth, o obscuro deus do caos, está prestes a se libertar da prisão onde se encontra confinado há milhares de anos, decidido a destruir o mundo e todos os deuses. Para enfrentá-lo de uma vez por todas, Lily se une a Amon e seus dois irmãos nesta terceira e última aventura da série Deuses do Egito."

Chegamos ao capítulo final da trilogia "Deuses do Egito" da Colleen Houck, e eu já disse em outras resenhas os vários problemas que essa história tem e neste terceiro livro não foi diferente. A autora continua seguindo os passos de "A Maldição do Tigre" e temos a personagem principal sem memória em "A Coroa da Vingança", tal como Ren ficou em "A Viagem do Tigre", e uma batalha pela a frente, para exterminar o de deus Seth.

Colleen pegou a base de sua série antiga e resolveu aumentar a proporção, afinal, temos aqui um hexágono amoroso, e muita, mais muita fantasia. E isso da fantasia me incomodou, porque ela tinha uma mitologia egípcia para explorar, mas do nada resolveu enfiar unicórnios e fadas, o que na minha opinião não fazia nenhum sentido naquele contexto. Ou seja, esse livro foi na verdade uma série de excessos.

O livro não é de todo ruim, acredito que se tivesse lido "Deuses do Egito" antes de "A Maldição do Tigre" até poderia a gostar, apesar dos pesares. A escrita da Colleen é envolvente e acho que quando ela se focou na mitologia egípcia foi muito bem e muito interessante. 

Os personagens deste livro me deram a impressão de pouca profundidade, não sei se porque eram tantas pessoas reunidas, até mesmo dentro de uma só garota,e acabou que tinha muita faceta e pouca informação sobre cada um.

Agora como sempre a autora erra um pouco na mão na hora de tratar de romance, acho que é legal mostrar a relação amorosa, mas eles estão prestes a passar por uma guerra e ficam se preocupando com quem será o parceiro da vida.

No mais "Deuses do Egito" é uma trilogia bem mediana, com vários problemas e muuuuuuuiiiiiitoo romance. Para algumas pessoas pode ser divertido, mas pra mim, continuo gostando muito mais da história dos tigres.

Até o próximo post!

TAG: Lindíssima, leu tudo!

15.4.18

Até o próximo post!

Resenha: Com amor, Simon

9.4.18
Sinopse: "Simon Spier tem dezesseis anos e é gay, mas não conversa sobre isso com ninguém. Ele não vê problemas em sua orientação sexual, mas rejeita a ideia de ter que ficar dando explicação para as pessoas - afinal, por que só os gays têm que se apresentar ao mundo? Enquanto troca e-mails com um garoto misterioso que se identifica como Blue, Simon vai ter que enfrentar, além de suas dúvidas e inseguranças, uma chantagem inesperada."

Resolvi ler "Com amor, Simon" depois de assistir o trailer da adaptação para o cinema, uma vez que quando ele foi lançado em 2016 como "Simon e a agenda homo sapiens" não me atraiu. Mas ainda bem que eles trocaram o título e a capa, porque esse livro é muito amor.

O livro vai contar a história do Simon, um garoto gay, que se corresponde por e-mail com outro menino, que ele não sabe quem é, e que por conta de uma deslize acaba sendo chantageado por um colega de escola.  Basicamente a história é um típico young adult com um romance.

Adorei a escrita da Becky Abertalli, que fluí muito bem e o que eu mais gostei foi que ela não se focou totalmente na sexualidade do Simon e nas dificuldades que ele passa por isso, pelo contrário, ela levou tudo isso com naturalidade (algo que deveria ser sempre assim) é apenas uma romance adolescente. Claro, que ela é uma pessoa que é a favor da representatividade, uma vez que em seus livros temos personagens muito variados.

Os personagens do livro são muito legais, Simon e sua família, os amigos, Blue, todo mundo é muito cativante e ao mesmo tempo muito reais, me deu muita vontade de conviver com eles. Meus preferidos com certeza são Simon, Blue e as irmãs do Simon.

Gostei o romance, que foi sendo construído aos poucos, e achei o mistério envolvendo a identidade de Blue também foi importante para a criação do relacionamento deles. O que eu senti dessa história é de que não importa como você é, basta que role uma química.

"Com amor, Simon" entrou pra lista de YA's fofinhos, divertidos e adoráveis e vale muito a pena dar uma chance pra essa história.

Até o próximo post!

TBR de Abril 2018

8.4.18

Até o próximo post!

Resenha: Todos os Romances e Contos Consagrados de Machado de Assis (Volume 1) - Ressurreição

2.4.18
Sinopse: "Para casar com Félix, Lívia tem de estar pronta para perdoar sempre. São constantes as incertezas e o ciúme do amado. A jovem viúva seria capaz de pagar esse preço por sua paixão? Em Ressurreição, Machado de Assis investiga os sentimentos de um casal envolvido num relacionamento complexo. Através de uma história simples, revela aspectos profundos da psicologia humana."

Começamos a leitura das obras de Machado de Assis pelo seu primeiro romance, "Ressurreição", que vai contar a história de Félix e Lívia, ele um médico que nunca acreditou nos relacionamentos e ela uma jovem viúva com o coração sempre disposto a dar amor. Os dois começam a se relacionar despretensiosamente e acabam em um forte relacionamento cheio de idas e voltas, devido as desconfianças e o ciúmes contante de Félix. Ou seja, temos aqui mais uma história sobre como a falta de confiança pode destruir uma amor. Qualquer semelhança com um outro romance de Machado de Assis, é uma mera coincidência, ou talvez, "Ressurreição" fosse o prólogo para "Dom Casmurro".

O livro é bem curto e a história não é complexa em sua narração, mas para um primeiro Romance, Machado já chegou destruindo. Enquanto lia o livro a sensação que tinha era de incomodo, Félix que era o homem cheio de antigos amores, vivia a desconfiar de Lívia, uma viúva que dedicava a vida ao filho e a ele. Engraçado pensar que um livro tão antigo, tenha um tema tão atual, afinal, que não conhece algum casal que vive aos términos?! 

Machado de Assis planta aqui a sementinha de que quando a pessoa é muito desconfiada, ela não consegue ser feliz, seja em qual for o momento ou com quem esteja, a confiança é a base do relacionamento e também da felicidade.

O livro é simples, claro que com uma linguagem adequada com a época em que foi escrito, então para algumas pessoas isso pode se tornar um empecilho, mas sinceramente, nada que um bom dicionário ou até mesmo o google não possa te ajudar. Não acho que um vocabulário mais complexo seja um problema para você perder a chance de ler um livro tão incrível.

No mais, o livro é muito bom, com um final que eu até engoli seco, achei bem pesado, mas digno da genialidade do Machado, que desde seu primeiro romance cria histórias maravilhosas e tão verdadeiras. Um livrão!

Até o próximo post!

Wishlist Lançamentos

1.4.18

Até o próximo post!

Agora que sou crítica - Design e Desenvolvilmento por Lariz Santana