13 outubro 2017

Resenha: Legião

Sinopse: "Legião é a verdadeira continuação de O Exorcista. Personagens e acontecimentos importantes do primeiro livro encarnam novamente nas páginas deste romance que Blatty publicou em 1983 e que finalmente sai no Brasil com seu título original. Alguns segredos da história de 1971 são revelados aqui, então é aconselhável ler O Exorcista antes de encarar Legião.
A história começa dez anos depois do exorcismo de Regan MacNeil, a jovem menina endiabrada que Linda Blair incorporou no cinema. Só que agora o sobrenatural ganha também uma pegada de romance policial. O detetive (e cinéfilo nas horas vagas) William F. Kinderman volta à cena, investigando uma série de assassinatos brutais — entre eles, a crucificação de um garoto de apenas doze anos. O modus operandi dos crimes parece indicar a assinatura mórbida do assassino em série Geminiano. Mas como solucionar um caso em que o principal suspeito está morto há mais de uma década?
Pegue água benta, um crucifixo, faça o sinal da cruz e vá ler. Legião espera por você."


Mesmo tendo "O Exorcista" como um dos melhores livros que já li na vida, não sabia que a história tinha uma continuação de 1983, e só fui descobri isso quando recentemente a DarkSide Books resolveu publicar esse livro no Brasil, em uma edição incrível. Porém essa continuação é bem diferente do primeiro livro.

"Legião" é um romance policial com toques de sobrenatural, e nesse livro o autor continua a fazer questionamentos interessantes fugindo um pouco do plot central de "livro de terror". Willian Peter Blatty utiliza seus personagens para discutirem sobre o bem e o mal e a dor. Esse pra mim é um dos pontos fortes da história, que nos faz pensar de onde vem o mal ou porque Deus nos deixa sofrer.

O livro, apesar de não se tratar de mais um caso de exorcismo, traz de volta personagens conhecidos do anterior. Temos o detetive Kindermann e Padre Dyer de volta, desta vez tentando entender quem é o assassina com modus operandi de um serial killer morto há 12 anos.

A história começa como um quebra-cabeças de historias, em que vários personagens passam por coisas diferentes, mas ao longo do enredo, o autor reúne essas peças e consegue fazer uma reviravolta que me fez gritar. Meu Deus, o que foi aquele plot twist, ainda não me recuperei.

O livro "Legião" é um bom livro, pesar de deixar algumas pontas soltas, talvez para uma possível continuação (que não vai acontecer depois da morte do autor) e de um final previsível, principalmente para quem já viu algum filme de terror em que ouvimos o termo legião. Mas é um romance policial interessante, que te prende, porém não chega aos pés de seu antecessor, "O Exorcista".

Até o próximo post!

08 outubro 2017

04 outubro 2017

Resenha: Drácula

Sinopse: "Obra-prima de Bram Stoker, Drácula narra o assustador confronto entre o vampiro mais famoso da literatura, apoiado por sua legião crescente de mortos-vivos, e um grupo decidido a aniquilá-lo, liderado por Jonathan e Mina Harker e o médico holandês Van Helsing. 

Publicado originalmente em 1897, este livro é considerado marco fundador de um gênero, a literatura de terror. Esta edição traz o texto original sem cortes e uma breve apresentação, no padrão de qualidade dos Clássicos Zahar. A versão impressa apresenta ainda capa dura e acabamento de luxo. "

Drácula de Bam Stoker vai contar a história do conde vampiro que resolve abandonar a Transilvânia e viver em Londres. Com a sua chegada vários acontecimentos estranhos ocorrem e áurea de medo e terror cerca as pessoas. Um grupo então decide se livrar desse ser obscuro que se alimenta de sangue. Basicamente é essa história, sem dar muios spoilers.

O livro é narrado através de cartaz, diários e notícias de jornais, então temos vários pontos de vista da história. Porém, nunca temos vampiro narrando esse acontecimentos. Ele é apenas um personagem presente em todos os relatos do livro. Dando um tom de mistério sobre a figura do conde, que é cheio de mistérios e emana terror.

A história do conde Drácula é considerada um livro de terror, porém não é daqueles livros que te faz sentir medo e querer dormir de luz acesa. Bram Stoker cria um tensão no leitor, que fica ávido por saber quem é aquela criatura que atormenta os personagens daquela história. Claro, que temos alguns momentos bem assustadores, principalmente, os que se passam no Castelo dele.

Pouco sabemos das características pessoais de cada personagem, mas uma em especial é sempre citada, Mina Haker. Mina é uma personagem bem interessante, pois tem pensamentos bem à frente de seu tempo e é admirada por todos por sua inteligência e bondade. Achei ela uma personagem feminina muito boa, e é de se espantar que ela tenha sido criada em 1897.

Por falar em 1987, fiquei muito impressionada como a escrita de Bram Stoker é atual, sem rebusco e de fácil entendimento, qualquer pessoa consegue realizar a leitura sem dificuldades. Um livro incrível, com uma história aterrorizante e que te prende até o último minuto. Daqueles que você precisa ler em algum momento da vida, principalmente, se você gosta do gênero de terror.

Até o próximo post!

25 setembro 2017

Resenha: O Conto da Aia

Resenha: "Escrito em 1985, o romance distópico O conto da aia, da canadense Margaret Atwood, tornou-se um dos livros mais comentados em todo o mundo nos últimos meses, voltando a ocupar posição de destaque nas listas do mais vendidos em diversos países. Além de ter inspirado a série homônima (The Handmaid’s Tale, no original) produzida pelo canal de streaming Hulu, o a ficção futurista de Atwood, ambientada num Estado teocrático e totalitário em que as mulheres são vítimas preferenciais de opressão, tornando-se propriedade do governo, e o fundamentalismo se fortalece como força política, ganhou status de oráculo dos EUA da era Trump. Em meio a todo este burburinho, O conto da aia volta às prateleiras com nova capa, assinada pelo artista Laurindo Feliciano."

Desde que "O Conto da Aia" começou a ser muito comentado após sua adaptação para série de TV, me vi bem interessada na história criada por Margaret Atwood, uma vez que sou uma grande defensora dos direitos das mulheres e que tenta abrir os olhos das pessoas as minha volta para os estos machistas que ainda persistem em pleno século XXI. Mas o que tudo isso tem a ver com a história de Offfred? Tudo.

"O Conto da Aia" é uma distopia que se passa nos Estados Unidos, que não exite mais como nós conhecemos. O país se tornou a República de Gilead, onde as mulheres perderam todos os seus direitos, elas são divididas em castas, de acordo com o papel que cada uma representa na sociedade de acordo com os preceitos religiosos. Além disso, grande parte da população feminina já não consegue mais engravidar, por isso as poucas mulheres ainda férteis são obrigadas a se tornarem aias, mulheres que servem apenas para dar herdeiros aos homens de alto escalão e suas esposas sem filhos. Nós vamos acompanhar essa história pelos olhos da Offred, uma mulher que se encontra no papel de aia. 

O livro é narrado em primeira pessoas pela Offred e não segue uma linearidade de acontecimentos, pelo contrário, em diversos momentos ela vai fazer digressões e ir e voltar no tempo. É como se a personagem estivesse fazendo um relato oral do que se passou com ela. Por isso é preciso ter bastante atenção a leitura, para não se perder em meio a tantos relatos e informações.

A escrita de Margaret Atwood fluí bem e não é rebuscada, então qualquer um conseguirá ler e entender o que se passa no enredo do livro. Porém, a história é um pouco arrastada até metade do livro, porque Offred nos põe a parte de sua rotina e do ambiente em que vive. Mas logo a história começa a se desenrolar nos fazendo desejar descobrir qual será o fim daquilo tudo. Porém após o ritmo acelerado das últimas páginas, temos um final inconclusivo, em que fica no ar o que pode ter acontecido a Offred.

Eu gostei muito do livro, achei absurda a maneira como a autora escreveu uma distopia tão real e tão possível. Como mulher me vi assustada com a possibilidade de que os rumos políticos nos levem a situação semelhante. A história nos assusta e angustia, quando vemos uma mulher moderna perder todas as liberdades, até mesmo os pequenos prazeres, como se cuidar. Um livro obrigatório para termos um vislumbre de onde o machismo pode nos levar. Leitura nota 4.5, que perdeu esse meio ponto simplesmente por causa do último capítulo, em que temos a "transcrição" de uma palestrar, fiquei um pouco sem paciência. Mas uma das melhores distopias que já li.

Até o próximo post!

18 setembro 2017

Resenha: Senhor das Sombras

Sinopse: "A ensolarada Los Angeles pode ser um lugar sombrio na continuação de Dama da Meia-Noite, de Cassandra Clare. Emma Carstairs finalmente conseguiu vingar a morte dos pais e pensou que com isso estaria em paz. Mas se tem uma coisa que ela não encontrou foi tranquilidade. Dividida entre o amor que sente pelo seu parabatai Julian e a vontade de protegê-lo das graves consequências que um relacionamento entre os dois pode trazer, ela começa a namorar Mark Blackthorn, irmão de Julian. Mark, por sua vez, passou os últimos cinco anos preso no Reino das Fadas e não sabe se um dia voltará a ser o Caçador de Sombras que já foi. Como se não bastasse, as cortes das fadas estão em polvorosa. O Rei Unseelie está farto da Paz Fria e decidido a não mais ceder às exigências dos Nephlim. Presos entre as exigências das fadas e as leis da Clave, Emma, Julian e Mark devem encontrar um modo de proteger tudo aquilo que mais amam — juntos e antes que seja tarde."

"Senhor das Sombras" é o segundo livro da trilogia Os Artifícios das Trevas da Cassandra Clare e se passa alguns anos depois da Guerra Maligna retratada em Os Instrumentos Mortais. Nesses livros acompanhamos a família Blackthorn e Emma Castairs, que ficaram órfãos depois que os caçadores de sombra tiveram que enfrentar Sebatian Morgernstern. Emma é parabatai de Julian Blackthorn, mas os dois estão apaixonados um pelo outro, o que é proibido pela Clave.

Eu gostei muito de Dama da Meia-Noite, primeiro livro, mas nesse segundo a sensação que tive foi que só serviu para preencher espaço, e bota preencher nisso, afinal, o livro tem 589 páginas. Depois de tudo que aconteceu antes, Emma descobrir que amar o parabatai é uma maldição, Malcom Fade ressuscitar Annabel, ser assassinado, Mark conseguir ficar com sua família e a aparição do namorado de Cristina, vem esse segundo livro e a autora não resolveu nada, pleo contrário nos trouxe mais problemas e aí eu fico pensando o tamanho que terá o terceiro último livro, ou se ela vai fazer como em Os Instrumentos Mortais e transformar a trilogia em série.

Claro, que o livro não é de todo mal, pelo contrário, Cassandra continua escrevendo muito bem, seus personagens são sempre bem construídos, o universo que ela cria é sempre mágico e luminoso e ela consegue fazer plot twists como ninguém. Devorei esse livro, não com tanta fome como o primeiro, ms havia algo ali, em meio a todas aquelas aventuras, mas foi um caso de livro com muitos acontecimentos em que não acontece nada.

Outro ponto positivo é a diversidade das personagens da Cassandra que mais uma vez trouxe representatividade para suas histórias de fantasia. Gosto também que ela mostrou que poemos ter caçadoras de sombra tão incríveis quanto caçadores, adorei quando ela disse que Emma tinha uma quedinha por Jace, mas depois ela queria ser como ele. Ponto positivo para Cassie.

Agora vamos falar sobre o drama, que essa autora sabe faze um como ninguém, e o nosso casal principal, Julian e Emma, continuam a sofrer e é impossível não se  solidarizar com os dois. Amo as cenas de amor dos dois, principalmente a entrega do Julian. Mas o drama não fica apenas para os personagens desta série, não, ela resolveu mexer com Clary e Jace, Magnus e até mesmo com a Tessa, e eu só fico pensando se ela vai ter coragem de executar algum deles e que se isso acontecer vai ser muita crueldade.

No geral "Senhor das Sombras" é um bom livro, mas ela poderia ter desatado alguns nós e deixado poucas revelações para o último livro. E seu tão conhecido final surpreendente foi muito cruel dessa vez, até porque estava gostando de um certo núcleo de personagens e imagino o que os acontecimentos finais vai fazer com ele. Aguardando o próximo livro pra ver qual é.

Até o próximo post!

13 setembro 2017

Filme: It - A Coisa

Sinopse: "Um grupo de sete adolescentes de Derry, uma cidade no Maine, formam o autointitulado "Losers Club" - o clube dos perdedores. A pacata rotina da cidade é abalada quando crianças começam a desaparecer e tudo o que pode ser encontrado delas são partes de seus corpos. Logo, os integrantes do "Losers Club" acabam ficando face a face com o responsável pelos crimes: o palhaço Pennywise."


Finalmente estreou o filme "It - A Coisa", que pra mim era o filme mais esperado do ano, e eu que nunca li o livro do Stephen King, muito por me sentir intimidada por suas mais de mil páginas, corri para o cinema para conferir e como fã de um bom filme de terror saí bem satisfeita.

Esse filme não é a primeira adaptação do livro de Stephen King, nos anos 90 foi criada uma versão para a TV que eu gosto bastante, mas que em nada se assemelha com esse novo. Na versão de 2017 os diretores resolveram dividir a história em dois filmes, um narrando a primeira vez em que o Losers Club enfrentou a coisa e o outro os 27 anos depois quando ela volta para atacar Derry. Então nessa nova adaptação nós só vemos quando as crianças descobrem a coisa, enquanto a versão dos anos 90 retrata o reencontro do Losers Club. Pra mim que já conheço a história, achei bem mais interessante essa divisão, mostrando como o clube se formou e como foi enfrentar a coisa quando ainda crianças.

O filme tem uma vibe bem anos 80 (que eu particularmente sou grande fã), ou seja, o pessoal fã de filmes como Conta Comigo, E.T e Os Goonies vão gostar bastante. Mas se você não viveu nos anos 80 ou nos anos 90, mas é grande fã de Stranger Things também vai gostar muito desse filme, porque o estilo é basicamente o mesmo. E acho que o que mais tem em comum entre todos esses filmes e série que citei é a forte amizade entre as personagens, e isso está super presente em It, que mesmo sendo um filme de terror tem vários momentos engraçados e divertidos. 


Os atores do filme estão incríveis, as crianças estão demais e fico triste em pensar que o próximo filme só veremos eles crescidos, porque me afeiçoei a eles. Mas a grande estrela do filme com certeza é Bill Skarsgård, que deu a vida a Pennywise, o palhaço assustador de It. E olha que eu não colocava muita fé nessa escolha, porque pra mim o Pennywise do Tim Curry dos anos 90 era perfeito, mas o Bill estava impecável e conseguiu ser bem assustador em sua interpretação, se afastando muito do antigo palhaço, que em sua primeira interpretação era mais sarcástico, bem trash mesmo. Bill Skarsgård fez uma coisa bem mais aterrorizante.

Como disse, essa nova adaptação é bem mais assustadora, principalmente porque Pennywise usa do medos das pessoas para se alimentar, então temos diversas faces do medo presente, de acordo com o que cada um teme. Eu como tenho medo de palhaço, tomei vários sustos durante o filme e acredito que muita gente, que não tem esse receio, vai também ter sua dose de terror.

No mais It - A Coisa é um dos melhores filmes de terror que assisti nos últimos tempos e consegue também ser o filme sobre amizade e união digno de Conta Comigo (que se você ainda não assistiu precisa correr e assistir, tem na Netflix), atendeu a todas as expectativas e já quero a continuação.



Até o próximo post!

11 setembro 2017

Resenha: O Sorriso da Hiena

Sinopse: "É possível justificar o mal quando há a intenção de fazer o bem?
Atormentado por achar que não faz o suficiente para tornar o mundo um lugar melhor, William, um respeitado psicólogo infantil, tem a chance de realizar um estudo que pode ajudar a entender o desenvolvimento da maldade humana.
Porém a proposta, feita pelo misterioso David, coloca o psicólogo diante de um complexo dilema moral. Para saber se é um homem cruel por ter testemunhado o brutal assassinato de seus pais quando tinha apenas oito anos, David planeja repetir com outras famílias o mesmo que aconteceu com a sua, dando a William a chance de acompanhar o crescimento das crianças órfãs e descobrir a influência desse trauma no crescimento delas.
Mas até onde William será capaz de ir para atingir seus objetivos?
Em O sorriso da hiena, Gustavo Ávila cria uma trama complexa de suspense e jogos psicológicos, em uma história que vai manter o leitor fisgado até a última página enquanto acompanha o detetive Artur Veiga nas investigações para desvendar essa série de crimes que está aterrorizando a cidade."

"O Sorriso da Hiena" do Gustavo Ávila foi publicado pela primeira vez de forma independente e nessa época já foi um sucesso, lembro de ver diversos booktuber comentando o quanto era incrível a história criada pelo Gustavo. Então você imagina que eu comecei a leitura cheia de expectativas e não fui decepcionada.

O livro vai começar com um casal sendo assassinado de forma brutal na frente do filho, 20 anos depois essa cena se repete, só que agora o garotinho que assistiu tudo está no lugar do assassino, que se tornou um serial killer. No encalço dele temos o detetive Arthur, que é excepcional no que faz e tem a síndrome de Asperger, e ele vai contar com a ajuda do psicólogo Willian, que é especializado no tratamento de crianças que sofreram traumas. E vou parar por aí para não estragar o desenvolvimento da história.

Gustavo Ávila escreve muito bem e o que mais me chamou atenção em sua escrita foi o fato dele não dar características regionais a sua história, que pode se passar tanto no Brasil como em qualquer lugar do mundo. O autor cria uma rede de acontecimentos todos entrelaçados que nos levam ao um final digno de um bom thriller.

Claro que o livro não é perfeito, temos alguns pontos em que eu fiquei incomodada, por exemplo, um momento de um assassinato em que ele só é notado alguns dias depois, sendo que o personagem é ativo na história. E claro, o fato de tudo dar muito certo para o assassino, mas essa questão eu até perdoo, porque acabei me afeiçoando ao "vilão" da história. Ah, isso foi uma das coisas que me fez gostar do livro, temos um personagem que tem motivos para ser tão cruel como é e isso pra mim sempre é válido.

'O Sorriso da Hiena" é um ótimo livro e eu tenho certeza que ainda vamos ouvir falar bastante do Gustavo Ávila, que tem tudo para ser um dos grandes nomes da literatura contemporânea brasileira. E espero que a Globo faça algo bem digno com os direitos desse livro, adoraria vê-lo em uma série de TV.

Até o próximo post!

06 setembro 2017

Playlist de Agosto

O mês de agosto foi bem tranquilo, começamos com DJ Khaled e Rihanna e sua versão do famoso hit de Carlos Santana. Também tivemos o bom e velho reggaeton, com Mi Gente do J Balvin, que tem uma batida impossível de não dançar.

Como sempre temos k-pop, dessa vez uma banda nova virou meu vício, KARD com seu Hola Hola ganhou meu coração, que delícia de música. Também escutei bastante a mais nova do BLACKPINK. E claro que sempre tem espaço para G-Dragon, vulgo meu crush supremo. R.O.D entrou pra minha lista depois que vi uma apresentação dele com a CL, shippo muito.

Depois tivemos o momento fangirl de Game of Thrones que fica escutando a trilha sonora da série. Enquanto não saía a da sétima fiquei ouvindo a Finale da segunda temporada. E quando saiu a nova trilha, claro que me encantei por Truth por motivos óbvios de JONERYS!

Por fim escutei muito A Mulher do Fim do Mundo da Elza Soares, que virou uma inspiração pra mim, depois que assisti uma entrevista dela no Programa do Bial. Música maravilhosa.



Até o próximo post!

04 setembro 2017

Resenha: Misery - Louca Obsessão

Sinopse: "Paul Sheldon descobriu três coisas quase simultaneamente, uns dez dias após emergir da nuvem escura. A primeira foi que Annie Wilkes tinha bastante analgésico. A segunda, que ela era viciada em analgésicos. A terceira foi que Annie Wilkes era perigosamente louca. Paul Sheldon é um famoso escritor reconhecido pela série de best-sellers protagonizados por Misery Chastain. No dia em que termina de escrever um novo manuscrito, decide sair para comemorar, apesar da forte nevasca. Após derrapar e sofrer um grave acidente de carro, Paul é resgatado pela enfermeira aposentada Annie Wilkes, que surge em seu caminho.

A simpática senhora é também uma leitora voraz que se autointitula a fã número um do autor. No entanto, o desfecho do último livro com a personagem Misery desperta na enfermeira seu lado mais sádico e psicótico. Profundamente abalada, Annie o isola em um quarto e inicia uma série de torturas e ameaças, que só chegará ao fim quando ele reescrever a narrativa com o final que ela considera apropriado. Ferido e debilitado, Paul Sheldon terá que usar toda a criatividade para salvar a própria vida e, talvez, escapar deste pesadelo."
"Misery" é mais um dos livros do Stephen King que não aborda o sobrenatural, porém esse livro vai falar sobre a obsessão e onde isso pode levar. Annie Wilkes é uma enfermeira e fã número um da série de livros protagonizados por Misery Chastain, escritos por Paul Sheldon. Um dia o destino desses dois se encontram quando Paul sofre um acidente e é salvo por Annie. E o que começa como uma salvação acaba se tornando um inferno.

O livro é cheio de sangue, porque Annie é psicótica, ela tortura Paul Sheldon o tempo todo, tudo para conquistar o que quer, que é trazer sua personagem favorita de volta. E as descrições no livro são bem gráficas, então é pra quem sangue frio.

Achei bem interessante no livro é que ele tem muitas referências sobre literatura. E quem é leitor assíduo vai se identificar bastante com algumas situações, como a revolta com o fim e algum personagem ou a falta de coerência em uma solução dada pelo autor. Mas diferente de Annie não trancamos nossos autores em quartinhos e os torturamos.

O que mais fez com que esse livro perdesse pontos comigo foi os trechos do livro escrito por Paul Sheldon, eu achava uma chatice quando a história de Misery era narrada. Ficava coma sensação de que estava perdendo tempo e o ritmo de leitura, porque queria saber o que ia acontecer entre Annie e Paul, não com uma personagem de um livro que o próprio autor acha ruim.

A escrita do Stephen King é maravilhosa e envolvente, fluí muito bem e mesmo esse não sendo o melhor livro dele que eu li, é inegável que a história é bem construída, seus personagens são complexos e a ideia é bem original.  Acho que na verdade foi que eu não estava na vibe do livro.

Até o próximo post!


28 agosto 2017

Resenha: Fangirl


Sinopse: "Cath é fã da série de livros Simon Snow. Ok. Todo mundo é fã de Simon Snow, mas para Cath, ser fã é sua vida e ela é realmente boa nisso. Vive lendo e relendo a série, está sempre antenada aos fóruns, escreve uma fanfic de sucesso e até se veste igual aos personagens na estreia de cada filme.
Diferente de sua irmã gêmea, Wren, que ao crescer deixou o fandom de lado, Cath simplesmente não consegue se desapegar. Ela não quer isso. Em sua fanfiction, um verdadeiro refúgio, Cath sempre sabe exatamente o que dizer, e pode escrever um romance muito mais intenso do que qualquer coisa que já experimentou na vida real.
Mas agora que as duas estão indo para a faculdade e Wren diz que não a quer como companheira de quarto, Cath se vê sozinha e completamente fora de sua zona de conforto.
Uma nova realidade pode parecer assustadora para uma garota demasiadamente tímida. Mas ela terá de decidir se finalmente está preparada para abrir seu coração para novas pessoas e novas experiências.
Será que Cath está pronta para começar a viver sua própria vida? Escrever suas próprias histórias?"

Quando "Fangirl" da Rainbow Rowell foi lançado eu não dei muita moral para o livro, mas após ler "Eleanor & Park" da mesma autora, me interessei pelos outros livros dela. Mas se em "Eleanor & Park" eu amei tudo e não queria parar de ler, "Fangirl" teve vários problemas.

O livro vai contar a história de Cath, que tem uma irmã gêmea e é fã da série de livros Simon Snow. Mas ela não apenas gosta de ler os livros, ela gosta de escrever fanfic sobre os personagens dos da série. Mas agora a garota foi pra faculdade e tudo que ela gostava, por ser cômodo, tem que mudar na sua nova rotina. E ela não lida muito bem com isso.

Em meio ao tumulto da nova vida, Cath conhece dois garotos, Nick e Levi. O primeiro gosta de escrever com ela e o segundo gosta que ela leia para ele. Os dois são bem diferentes, mas mexem com os sentimentos da garota.

Cath é muito travada e não consegue fazer as coisas por medo e isso me incomodava bastante, porque tinha vontade de  empurrar ela pra vê se ela desempacava. A irmã gêmea dela também não é um exemplo de personagem incrível, achei ela meio grossa com a Cath em alguns momentos.  A colega de quarto era muito estranha. O Nick era muito narcisista. E o único que era a salvação da história era o Levi, que era sempre muito fofo com a Cath.

A escrita da Rainbow continua muito boa, apesar dos personagens chatos desse livro, e eu devorava as páginas dos livros. Porém a autora resolveu colocar pedaços das fanfics que a Cath escreve no meio da leitura e nesses momentos tinha vontade de jogar o livro pela janela, porque perdia o ritmo da história e informações importantes sobre a história principal eram adiadas para mostrar as aventuras de Simon Snow e sua paixão vampira, Baz.

Por fim o livro não é ruim, podia ter sido muito bom se as partes da "Carry On" fossem menores e não cortassem o ritmo da história. Porém não desisti da Rainbow, afinal ela escreveu o maravilhoso "Eleanor & Park", mas "Fangirl" não chega nem aos pés.


Até o próximo post!


21 agosto 2017

Resenha: O Príncipe Corvo

Sinopse: "Ao descobrir que o conde de Swartingham visita um bordel para atender suas “necessidades masculinas”, Anna Wren decide satisfazer seus desejos femininos... com o conde como seu amante 
Chega uma hora na vida de uma dama... 
Anna Wren está tendo um dia difícil. Depois de quase ser atropelada por um cavaleiro arrogante, ela volta para casa e descobre que as finanças da família, que não iam bem desde a morte do marido, estão em situação difícil. 
Em que ela deve fazer o inimaginável... 
O conde de Swartingham não sabe o que fazer depois que dois secretários vão embora na calada da noite. Edward de Raaf precisa de alguém que consiga lidar com seu mau humor e comportamento rude. 
E encontrar um emprego. 
Quando Anna começa a trabalhar para o conde, parece que ambos resolveram seus problemas. Então ela descobre que ele planeja visitar o mais famoso bordel em Londres para atender a suas necessidades “masculinas”. Ora! Anna fica furiosa — e decide satisfazer seus desejos femininos… com o conde como seu desavisado amante."

"O Príncipe Corvo" vai contar a história do conde Swartingham que perdeu toda sua família para a varíola e ficou apenas com as marcas da doença e Anna Wren uma viúva que foi infeliz em seu casamento. A vida desses dois personagens se cruzam quando ele precisa de um secretário e ela de um emprego. E os dois acabam se interessando um pelo outro quando vão se conhecendo aos poucos.

A narração de Elizabeth Hoyt é muito envolvente e é impossível não devorar todas aquelas páginas. O enredo não é nada muito revolucionário e tem vários clichês, porém é delicioso ver o desenrolar do relacionamento de Edward e Anna, que começa no estilo "Orgulho e Preconceito", mas que leva para outras tramas.

A trama também conta com cenas hot, ou seja, inapropriadas para menores de 18 anos. Mas não é nada exagerado e repetitivo, são poucos os momentos em que elas são descritas. Claro, que quando o livro tem essa pegada mais erótica, me incomoda o apelo sexual desnecessário, tipo o cara se excitar só de olhar para os lábios da mocinha, não precisa disso.

As personagens do livro são bem interessantes, pois ao mesmo tempo que tem opiniões fortes, também demostram uma grande fragilidade quando retratadas as suas inseguranças. E nesse caso tanto o homem quanto a mulher se sentem dessa maneira.

Por fim, o nome do livro "O Príncipe Corvo" remete a história de um livro da biblioteca do conde de Swawtingham, que vai contar retratar o romance entre uma jovem e um corvo, uma mistura de A Bela e a Fera com Eros e Psique. Pra mim não acrescentou no enredo do livro e se não tivesse não faria diferença, mas também não incomoda.
O livro é um romance histórico delicioso, com altas doses de amor e muito viciante. Uma leitura extremamente viciante. Foi impossível parar de ler até chegar ao final, devorei o livro em dois dias. Super recomendado para os fãs do gênero.

Até o próximo post!


20 agosto 2017

Dorama: Beating Again


Há muito tempo eu não vinha aqui falar de doramas e isso não era por não ter assistido, pelo contrário, assisti vários, mas não achei nenhum tão bom que merecesse um post aqui no blog. Mas finalmente acertei na escolha e assisti "Beating Heart", que está agora entre um dos melhores dramas coreanos que eu já assisti.


"Beating Agais" que também é conhecido como "Falling for Innocence" vai contar a história de Kang Mi Ho, um jovem muito egoísta que só quer se vingar de seu tio destruindo a empresa da família, não se importando se os funcionários irão ser afetados com isso. Porém  Kang sofre de uma doença do coração e acaba tendo que passar por um transplante. Em paralelo temos a história de Kim Soo Jung, uma das secretárias da mesma empresa que Kang quer destruir, que acabou de perder o noivo detetive em um acidente misterioso. Por acaso o coração do noivo de Kim Soo vai para em Kang Mi Ho. E é aí que a história do dorama começa.


Kang começa a apresentar as características do noivo de Kim Soo Jung e até mesmo se apaixona pela mulher do detetive. Em meio a essa confusão de sentimentos ainda tem a vingança de Kang, a investigação da morte do detetive e várias reviravoltas empresariais. O drama tem um tom mais sério e é bem mais adulto, mas também é bem divertido e romântico. Fora que cheio de acontecimentos os seu 16 episódios de quase 1 hora passam rapidinho.


Os personagens principais da história são ótimos Kang que no começo é bem chatinho se transforma e pra mim se torna a melhor coisa do dorama, o ator é bem versátil conseguindo ir do engraçado ao sério com facilidade e naturalidade. Já Kim Soo Jung eu já conhecia o trabalho dela, ela atua em I Need Romance 3, que já falei aqui no blog, e achei ela bem legal em "Beating Again". Mas como sempre os coadjuvantes conseguem arrasar e dessa vez foi o secretário (coreanos amam os secretários engraçados) e a parceira do noivo de Kim Soo Jung.


Agora como antagonista temos Joon Hee, melhor amigo da infância de Kim Soo Jung, que nutre uma paixão por ela. Ele tem tudo para ser a terceira parte do triângulo amoroso, mas ele vai fazendo várias escolhas erradas durante a trama e fica difícil defender. Fiquei torcendo pra ele se F****.


"Beating Again" é um dorama completo e com um romance muito lindinho, mas que não foca apenos nisso tornando a história muito melhor. Se vocês gosta de dramas coreanos precisa assistir esse (tem muito beijo) e se você nunca assistiu um k-drama acho que esse seria uma ótima oportunidade para começar. Ah, além disso ele está disponível na Netflix.



Até o próximo post!




14 agosto 2017

Resenha: Chrash - Quando a Paixão Explode

Sinopse: "Para a adolescente Lucy, nada é mais importante que o balé. A dança a transporta para um mundo onde a dor, as lembranças ruins e a violência não existem. Um mundo só dela. Um dia, porém, aquela garota certinha é obrigada a mudar de escola. E é nesse novo ambiente, repleto de descobertas e Inseguranças, que conhece um garoto que só usa cinza e vive com uma toca de lã na cabeça. Jude, o maior bad boy da escola, é lindo e seria o sonho de toda garota, e talvez até o genro que todo pai pediu a Deus... se não tivesse sido preso várias vezes e não morasse num abrigo para garotos desajustados. Lucy não liga para a opinião dos outros: o mais importante é o que Jude sente por ela. E o rapaz parece disposto a abrir seu coração, ainda que um segredo que assombra o passado e o presente dos dois esteja prestes a estraçalhar essa paixão. “Jude era a doença para a qual eu não via cura. A droga da qual eu não queria me livrar nunca" Lucy" 

"Crash" da Nicole Williams foi um dos primeiros New Adults que eu li, há muito tempo em inglês. Então quando anunciaram que ele ia ser lançado no Brasil fiquei super empolgada, mas ao mesmo tempo receosa de o livro não ter o mesmo encanto da primeira leitura, mas eu continuei gostando muito dele, mesmo a história sendo cheia de clichês.

Lucy é aquela personagem típica dos livros new adult, uma garota linda, cabeça dura, que encanta todos o homens a sua volta, que se apaixona pelo bad boy. Já o Jude é o garoto problemático e envolto por mistérios, que precisa ser salvo de si mesmo. Esses dois juntos teriam tudo para ter um relacionamento vai e volta chato e cheio de abusos, porém não é bem assim. Porque mesmo Jude sendo problemático ele gosta mesmo da Lucy e graças a Deus não maltrata ela, mesmo tendo uma vida muito difícil. Lucy a cabeça dura às vezes me confundia com seu comportamento, mas nada na escala de ódio Bella Swan.

O livro é cheio de reviravoltas e tragédia pouca é bobagem para esses dois, mas a autora destrói tudo nos momentos finais, quando a gente não esperava que tudo aquilo pudesse acontecer. Mesmo esses altos e baixos não sendo uma coisa que eu gosto muito, a escrita da Nicole ajuda a nos envolver naquela história e devorar todas as páginas. Gostei muito da escrita da autora que conseguiu mexer fisicamente com meu coração, sempre me fazendo voltar a ser uma adolescente apaixonada de 16 anos.

Conclusão, "Crash" tem tudo aquilo que eu sempre critico em vários outros new adults, mas de uma maneira muito melhor, sendo bem delicioso e viciante, fazendo com que eu queira a continuação da história de Jude e Lucy, que ainda não tem previsão de lançamento. Livro de romance daquelas para sair se divertir e sentir um quentinho no coração. 

Até o próximo post!

07 agosto 2017

Resenha: E o Vento Levou


Sinopse: "E o vento levou, de Margaret Mitchell, traz a impressionante história da bela Scarlett O’Hara e de sua transformação de jovem impetuosa e mimada em mulher prática e disposta a tudo para conseguir o que deseja. Frustrada por não conseguir se casar com Ashley Wilkes, Scarlett acaba se envolvendo com o charmoso aventureiro Rhett Butler, com quem viverá uma das histórias de amor mais célebres e conturbadas da literatura. 
Desta forma, Mitchell descreve de maneira impressionante a Guerra Civil Norte-americana e retrata as grandes mudanças que pavimentaram a história dos Estados Unidos e enterraram para sempre um estilo de vida."

"E o Vento Levou" da Margareth Mitchell vai acompanhar Scarlett O'Hara dos seus 16 a 28 anos. A garota é uma típica beldade sulista dos Estados Unidos, cheia de pretendentes, filha de um rico fazendeiro de algodão e criada por uma babá negra. Tudo ia as mil maravilhas na vida dela quando ela descobre que sua grande paixão vai se casar, mesmo após ela ter confessado seu amor. E tudo piora quando a guerra civil entre o sul e o norte dos Estados Unidos estoura e a vida que ela conhecia vai sendo destruída.

O livro é um romance histórico, então temos vários fatos da história da Guerra da Secessão. Então vemos desde o início da guerra, até o fim da mesma e a reconstrução do sul. E o interessante desses relatos são que a autora resolveu contar o outro lado da história, mostrando o quanto foi doloroso para os sulistas romperem com seu estilo de vida. Afinal, sempre temos uma opinião ruim sobre os escravocratas, mas nesse livro vemos que eles não eram monstros que torturavam e abusavam dos negros.

O relato sobre a guerra é muito cruel, tanto para quem vai para os campos de batalha quanto para as mulheres que ficaram nas casas. Os ianques muito mais bem preparados para essa guerra atropelaram os confederados e deixaram um rastro de destruição, morte e fome por todo sul. Em diversos momentos me doía ler a pobreza e o medo que assolava aquelas famílias que antes eram tão ricas.

Em meio a todo esse caos, Scarlett que era uma garota mimada e egoísta tem que se endurecer e lutar para sobreviver. Ela precisa carregar a família nas costas para que eles não percam as terras e nem morram de fome. Ela que não é nada agradável ou inteligente no começo da história, começa se endurecer e se tornar fria para aguentar os horrores da guerra. Scarlett não tem escrúpulos faz o que precisa para não ter que passar fome ou perder sua casa, ela passa por cima de todos e a  única coisa que guarda daqueles dias é o amor que sente por Ashley Wilkes, o que não passa de uma paixonite infantil.

Como disse a mocinha da história não é na boazinha e muitas vezes é cruel com quem cruza seu caminho, até mesmo com os filhos. Mas Scarlett não é o mostro que todos os sulistas da velha guarda pintam, pra mim ela é sim uma mulher muito forte e a frente do seu tempo, que precisou se tornar aquilo para conseguir sobreviver. Claro que em comparação a sua personalidade fria, temos a doce Melly, a mulher que roubou seu amor e que passou por tudo ao lado de Scarlett e também resistiu, e que por uma ironia do destino idolatra a outra.

Scarlett é uma das minhas personagens preferidas do livro, mas perde para Rhett Butler, que em muito se parece com a senhorita O'Hara, sempre se preocupando com dinheiro e se lixando para o pensa a sociedade do seu comportamento. Ele é o bad boy da história, mas que tem uma personalidade incrível e o único que tem coragem de enfrentar Scarlett de frente e lhe dizer verdades na cara.

O livro vai mostrando as reviravoltas na vida de Scarlett e de Rhett, até o ponto em que fica evidente o quanto eles se completam e são parecidos, mas que infelizmente por isso não conseguem ficar juntos sem ferir um ao outro. Um romance bem dramático e escandaloso, mas que eu acabei torcendo para dar certo.

"E o Vento Levou" é um livrão, que na minha opinião já pode ser considerado um clássico obrigatório. Uma leitura que flui muito bem mesmo com suas 900 e tantas páginas, com personagens bem construídos e apaixonantes. Eu já amava a história através do filme, que é tão maravilhoso quanto livro, e passei a ser uma grande fã depois dessa leitura. Só perdeu meia estrelinha por eu não ter gostado do final, simplesmente porque sou mimada como Scarlett e gosto que as coisas terminem como eu quero.

Até o próximo post!

02 agosto 2017

Playlist de Julho


Em julho eu comecei com o álbum "Kwon Ji Young" do G-Dragon, que eu gosto de todas as músicas menos da que ganhou um MV. O álbum é todo maravilhoso e cada dia que passa sou mais fã desse cara, muito talentoso e cheio de estilo.

Depois de ler "Tudo e Todas as Coisas" fui assistir os trailers da adaptação e me viciei na trilha deles, foco para "Stay" e "Runnin" (afinal, sou dessas que gostam da música dos trailers).

No campo das novidades fiquei viciadinha em "Bad Liar" e "Fetish" da Selena Gomez, porque adora a voz dela. E teve também reaproximação com Lana Del Rey através de "Summer Bummer".

Claro, que tive um flashback musical, e o desse mês foi "Awake my Soul" da Mumford &Sons, que é linda demais para ser escutada apenas uma vez, então sempre que eu acordava de bom humor ela servia como trilha.

Por fim fechei o mês com "Talking to Myself" do Linkin Park, para guardar as coisas boas que o Chester já criou. Me despedi do meu ídolo em meio a muita tristeza, mas é bom lembrar dele ouvindo sua voz incrível.

30 julho 2017

TBR de Agosto


Crash - Nicole Williams
O Príncipe Corvo - Elizabeth Hoyt
Fangirl - Rainbow Rowell
Misery - Stephen King

Até o próximo post!

24 julho 2017

Resenha: Animais Fantásticos e Onde Habitam

Sinopse: "Descubra uma nova era de magia com Animais fantásticos e onde habitam – O roteiro original, edição impressa do roteiro do filme Animais fantásticos e onde habitam que a Editora Rocco lança em português como parte do novo programa de publicação do Mundo Bruxo de J.K. Rowling. Inspirado no livro-texto de Hogwarts escrito pelo personagem Newt Scamander, Animais fantásticos e onde habitam – O roteiro original é uma aventura nova e emocionante que apresenta uma variedade de personagens e criaturas mágicas. Sucesso de crítica e público e ganhador do Oscar de Melhor Figurino, Animais fantásticos e onde habitam é o primeiro de uma franquia de cinco filmes e marca a estreia como roteirista para o cinema da autora da adorada série Harry Potter."

Esse livro é o roteiro de "Animais Fantásticos e Onde Habitam" então vamos ter basicamente a narração das aventuras de Newt Scamander e sua  mala de animais fantásticos por Nova York. Um novo capítulo do universo mágico de Harry Potter, bem antes de o menino que sobreviveu, lá nos anos 20.

A Nova York bruxa é bem diferente da Inglaterra, lá eles são mais rígidos e vivem se escondendo dos não-maj, nossos conhecidos trouxas. Além de um ambiente diferente temos um novo vilão, que espalhou o terror bem antes de Voldemort. Vilão esse que já apareceu na série de Harry Potter. E temos também um núcleo de personagens adultos, mas ainda sim mágico.

Newt é inglês, alundo de Hogwarts e membro da Lufa-Lufa. Ele é inteligente, talentosa com os animais e muito tímido com as pessoas. É muito bonito a devoção que ele tem pelos animas e como ele quer que as pessoas os entendam. Gosto também da maneira com que ele se relaciona com os demais personagens do livro.

A leitura é bem rápida e com as marcações e descrições da cena do filme, você consegue captar mais detalhes do que somente o que vemos na tela, inclusive o gancho para a continuação da história. Me diverti horrores e me encantei como quase sempre acontece quando leio algo da J.K. Rowling, essa mulher é boa em tudo que faz. Leitura obrigatória para os fãs de Harry Potter.

Até o próximo post!

23 julho 2017

TAG 50% 2017


Até o próximo post!

17 julho 2017

Resenha: Tudo e Todas as Coisas

Sinopse: "TUDO ENVOLVE RISCOS.

NÃO FAZER NADA TAMBÉM É ARRISCADO.
A DECISÃO É SUA.
A doença que eu tenho é rara e famosa. Basicamente, sou alérgica ao mundo. Não saio de casa. Não saí uma vez sequer em 17 anos. As únicas pessoas que eu vejo são minha mãe e minha enfermeira, Carla.
Então, um dia, um caminhão de mudança para na frente da casa ao lado. Eu olho pela janela e o vejo. Ele é alto, magro e está todo de preto: blusa, calça, jeans, tênis e um gorro que cobre o cabelo. Ele percebe que eu estou olhando e me encara. Seu nome é Olly.
Talvez não seja possível prever tudo, mas algumas coisas, sim. Por exemplo, vou me apaixonar por Olly. Isso é certo. E é quase certo que isso vai provocar uma catástrofe."

Eu acredito que a expectativa sempre estraga tudo, pelo menos pra mim é assim que funciona, pois é só esperar muito de um livro que vou acabar frustrada. Mas quando eu vou sem expectativa nenhuma, na grande maioria das vezes, a leitura fluí melhor e acabo gostando muito do livro. E foi exatamente isso que aconteceu com "Tudo e Todas as Coisas" da Nicola Yoon, um young adult despretensioso que me encantou com sua história de amor.

O livro vai contar a história da Madeline, que sofre de uma doença que a impede de entrar em contato com mundo, por isso ela vive em uma casa especial a 18 anos sem nunca ter saído de lá. Ela segue uma rotina que é abalada quando um novo vizinho muda para a casa ao lado. Olly tem uma vida complicada, mas nem por isso deixa de se aproximar da garota que tem problemas maiores que o dele. Os dois acabam se envolvendo romanticamente.

"Tudo e Todas as Coisas" pode se encaixar no gênero sick lit, mas ele é mais do que isso, o livro de Nicola Yoon vai falar muito mais de correr riscos, que isso sim é viver de verdade. E a autora tem uma escrita divertida e leve, com personagens interessantes e inteligentes. Os diálogos do livro são bem interessantes e o envolvimento do casal principal é natural.

Eu gostei muito do livro, mesmo ele tendo alguns pontos fora da realidade, mas isso não me incomodou e tive uma leitura muito prazerosa, que há muito tempo não tinha com um livro de YA contemporâneo. Bem no estilo John Green e Stephanie Perkins, recomendadíssimo para quem gosta desses dois ou apenas de um bom romance adolescente. 


Até o próximo post!

10 julho 2017

Resenha: Confesse

Sinopse: "Um romance sobre arriscar tudo pelo amor — e sobre encontrar seu coração entre a verdade e a mentira. Da autora das séries Slammed e Hopeless. 
Auburn Reed perdeu tudo que era importante para ela. Na luta para reconstruir a vida destruída, ela se mantém focada em seus objetivos e não pode cometer nenhum erro. Mas ao entrar num estúdio de arte em Dallas à procura de emprego, Auburn não esperava encontrar o enigmático Owen Gentry, que lhe desperta uma intensa atração. Pela primeira vez, Auburn se vê correndo riscos e deixa o coração falar mais alto, até descobrir que Owen está encobrindo um enorme segredo. A importância do passado do artista ameaça acabar com tudo que Auburn mais ama, e a única maneira de reconstituir sua vida é mantendo Owen afastado."

E a rainha dos livros young adult ataca mais uma vez, com mais uma história dea mor cheia de altos e baixos, plot twist e um toque de destino. Isso é o que posso dizer sobre "Confesse", não posso dar muitas informações sobre a trama, acho que o máximo posso dizer é que Auburn tem uma vida complicada, mas tudo começa a melhorar quando ela conhece o Owen, um artista misterioso.

Esse livro se parece bastante com os outros livros da Colleen, o que pra mim não é algo ruim, até porque sou uma grande fã do que ela escreve, porém eu senti que as coisas estão mais aceleradas nessa história que nas outras e que temos mais empecilhos do que o normal. Por esses motivos ele não ganhou 5 estrelas na minha avaliação, mas mesmo assim eu devorei suas páginas em três dias e não consegui me parar enquanto não terminei.

As personagens desse livro são pouco aprofundadas, focando mesmo no relacionamento do casal principal. Gostei muito do Owen, ele é intenso de uma maneira muito maravilhosa. Já Auburn me irritou um pouco, por ser muito passiva em alguns momentos, faltou reação nela enquanto sua vida estava de cabeça para baixo.

"Confesse" não se tornou meu livro preferido da Colleen Hoover, mas foi uma leitura deliciosa, que me tirou da inércia literária que eu estava e movimentou meu ritmo de leituras. Afinal, essa autora é mestre em me ajudar nas ressacas literárias. Um romance lindo e viciante que vale a pena ser lido.

Até o próximo post!

05 julho 2017

Playlist de Julho

Voltamos com a programação normal de playlist do mês, porém agora teremos um formato um pouco diferente, elas viram direto do Spotify. Mas os comentários sobre as escolhas musicais continuam os mesmo. 

Começamos o mês com os lançamentos da diva brasileira Anitta, fiquei viciada em "Paradinha" e "Sua Cara", que é uma parceria com a Pabllo Vittar, que já ganhou meu coração com essa voz maravilhosa. Estamos apenas aguardado o clipe no deserto, ou seja, é provável que ela volte a aparecer aqui no blog.

Depois fiquei muito viciada no álbum do Harry Styles, comentei isso no vídeo da Harry Styles Book TAG. Não consegui escolher apenas uma música, então coloquei todas. Até porque eu não sou obrigada.

Por fim abandonei Harry e comecei a escutar algumas músicas do mais recente álbum do Bastille, que é uma das minhas bandas preferidas da vida. As escolhidas da vez foram "Glory" e "Warmth". Mas estou ouvindo o CD inteiro e pode ter certeza que vou me encantar por mais alguma música.


Até o próximo post!

03 julho 2017

Resenha: A Bússola de Ouro

Sinopse: "O primeiro volume da trilogia Fronteiras do Universo, de Philip Pullman, se passa em um mundo muito parecido com o nosso — mas com algumas curiosas diferenças. Ciência e religião se confundem. Todo ser humano possui um dimon, um animal inseparável que na infância toma várias formas. E existe um raríssimo objeto que aponta a verdade, mas ninguém sabe fazê-lo funcionar.
Lyra é uma menina levada que vive na tranquila cidade universitária de Oxford, na Inglaterra. Lá, crianças começam a desaparecer. E quando seu grande amigo Roger, some, Lyra parte em sua busca, disposta a desafiar seus próprios temores.
Na paisagem árida do Norte, onde tenta encontrar Roger, Lyra enfrenta uma terrível conspiração que faz uso de crianças-cobaias em sinistras experiências. Entre ursos usando armadura e bruxas que sobrevoam as sombrias geleiras, Lyra terá que fazer alianças inesperadas se quiser salvar o amigo de seu trágico destino."

"A Bússola de Ouro" é o primeiro livro da série Fronteiras do Universo do Philip Pullman, em que  os seres humanos tem a sua alma externamente, na forma de um animal. Como todo primeiro livro de uma série ou trilogia em um primeiro momento temos uma leitura mais arrastada, até porque o autor precisa nos inserir naquele novo universo. O mundo criado por Philip Pullman é bem complexo em sua mitologia e cheio de críticas a religião.

Em um primeiro momento temos a impressão de que o livro é mais um young adult de fantasia, mas não, pra mim podemos encarar esse livro como fantasia adulta. Mesmo que tenhamos uma personagem infantil, animais falantes, bruxas e muita magia, esse livro não é nada infantil e tem críticas bem pesadas a imagem da igreja.

Neste primeiro momento não consegui me envolver com os personagens, eles ainda não tiveram a chance de se mostrar profundamente. Lyra é uma protagonista interessante, muito esperta. Ela vai descobrindo os mistérios que envolve sua própria vida e o que a Igreja quer esconder, então ao mesmo tempo que nós ela está sendo inserida em todo aquele universo junto com o próprio leitor. 

Achei o livro muito bom, com uma construção de narração bem amarrada, um universo fantástico bem complexo e personagens com potencial. Porém achei a história um pouco arrastada e me senti perdida até começar a entender o que era o pó. Mas não vou desistir da trilogia e já estou curiosa com o que vai acontecer a Lyra depois daquele final.

Até o próximo post!

26 junho 2017

Resenha: Casos de Família - Arquivos Richthofen e Arquivos Nardoni

Sinopse: "O assassinato do casal Richthofen e de Isabella Nardoni foram reunidos em um só livro e trazem novos detalhes observados por quem estava nos bastidores. A criminóloga Ilana Casoy, em CASOS DE FAMÍLIA: ARQUIVOS RICHTHOFEN E ARQUIVOS NARDONI, abre pela primeira vez seus cadernos de anotações utilizados durante a pesquisa na Polícia Civil, Científica e Ministério Público dos dois crimes, tudo isso com a qualidade quase psicopata de edição, uma marca registrada de todos os títulos da DarkSide® Books.
A pedido da editora, Ilana Casoy mergulhou em suas anotações particulares que está de volta com mais uma luxuosa reedição de suas obras, incluindo os inéditos fac-símiles de seus cadernos secretos. Primeira autora nacional da DarkSide®, Ilana traz para seus leitores o mistério desvendado de comentários originais dela mesma no desenrolar dos acontecimentos e descobertas. Além de acompanhar passo a passo o rumo das investigações e julgamento dos assassinos que romperam a linha da lei e do sagrado, os sentimentos e dúvidas da autora ficam agora expostos ao público.
Em “Arquivos Richthofen” o leitor vai acompanhar o comportamento dos três assassinos — as contradições e os erros decisivos; a distância de Suzane ao relatar os fatos, o descontrole de seu namorado Daniel na reprodução simulada do crime, os depoimentos e técnicas de investigação da polícia, dos médicos legistas, peritos e especialistas, que não deixaram outra alternativa aos culpados que confessar os assassinatos brutais. A grande novidade fica por conta da transcrição inédita do emblemático debate entre acusação e defesa, com o objetivo de oferecer os detalhes do julgamento nunca publicados.
Em “Arquivos Nardoni” o mergulho é em um dos casos criminais mais polêmicos já ocorridos no Brasil, que contou com um qualificado trabalho da polícia técnico-científica — única “testemunha” do crime. Ilana reconstrói os cinco dias do julgamento de Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella de Oliveira Nardoni, condenados pelo assassinato dela. A autora foi colaboradora do Ministério Público, que, com a ausência da confissão dos réus, trabalhou com provas periciais irrefutáveis para confrontar a versão do casal no tribunal do júri."

Casos de Família vai abordar dois crimes em família que chocaram o Brasil. O primeiro é o da família Von Richthofen, que foi assassinada pela filha mais velha, o namorado e o cunhado. O segundo é o caso de Alexandre Nardoni e sua esposa, que jogaram a menina Isabella pela janela do apartamento em que moravam. Cada qual abordado de uma maneira diferente, porém os dois possuem anotações originais de Ilana Casoy enquanto acompanhava o desdobramentos desses crimes.

Os Arquivos Richthofen são divididos em dois momento, o primeiro vai contar desde o crime até o momento da confissão dos responsáveis. O segundo vai ser a transcrição dos debates finais do julgamento de Suzane e dos irmãos Cravinhos. A primeira fluí bem rápida com a narração da própria Ilana, que tem uma escrita muito boa e de fácil compreensão. Já a segunda parte tem um ritmo mais lento, afinal, são as falas dos advogados e como eles falam. Pra mim foi o único momento em que a leitura foi mais arrastada. Além das anotações da Ilana a editora também colocou imagens da reconstituição do crime.

Os Arquivos Nardoni vão ser o relato da Ilana Casoy dos dias de julgamento do casal Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá. A leitura fluí muito melhor nesta segunda parte, porque como disse a escrita da autora é muito envolvente, parecia até que eu estava naquele tribunal assistindo as mentiras do casal Nardoni. Ilana descreveu tudo que acontecia no local com maestria, que em alguns momentos tinha impressão de que aquilo tudo não era real e sim um filme.

Casos de Família é um livro para quem gosta da temática Crime Scene, cheio de detalhes e bem cru. Não é uma leitura fácil, apesar da escrita fluída da Ilana Casoy, a temática é pesada e assusta ver o quanto o ser humano é cruel e imprevisível. Em vários momentos me indignava com a frieza de Suzane ou com a falsidade dos Nardoni. Mas apesar disso foi uma leitura muito esclarecedora e cheia de informações. Aprovadíssimo! DarSide Books já pode lançar mais livros da Ilana.

Até o próximo post!

18 junho 2017

Harry Styles Book TAG



  1. Carolina: Um livro que tenha um casal que você shippou desde o começo
  1. From the Dining Table: Um livro melancólico a ponto de te deixar triste
  1. Two Ghosts: Um casal literário que você nunca vai superar, independente deles terem terminado juntos ou não
  1. Woman: Um livro que tenha muita representatividade feminina
  1. Sign Of The Times: Um livro que seja o primeiro do autor/autora e você já se apaixonou pela escrita
  1. Only Angel: Uma personagem porra louca que você ama
  1. Sweet Creature: Um autor ou autora que você sempre volta a ler quando quer sair da ressaca literária


 Até o próximo post!
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